Categoria Notícias

porSINDECOFGO

Greve dos caminhoneiros completa 10 dias e deixa Goiás sem gás, com pouco combustível e menos ônibus

A greve de caminhoneiros contra a alta do diesel completa 10 dias, nesta quarta-feira (30), e deixa Goiás sem abastecimento de gás de cozinha e com problemas na distribuição de combustível. Por conta da paralisação, o abastecimento de alimentos está comprometido, esvaziando prateleiras de supermercados e fazendo com que alguns supermercados fechassem as portas.

Na manhã desta quarta-feira, a situação do transporte coletivo de Goiânia, um dos pontos mais críticos da paralisação, continuava crítica. A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) informou que, por conta da falta de óleo diesel, precisou continuar praticando a planilha de férias, com redução de 40% dos veículos da frota.

O estado de Goiás também iniciou esta manhã sem botijões de gás de cozinha. Segundo levantamento do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), todos os produtos em estoque no estado se esgotaram na terça-feira. Por conta disto, goianos estão voltando no tempo e utilizando o fogão de lenha para cozinhar.

A venda de combustíveis também atingiu nível crítico. Segundo o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), a venda do etanol está suspensa porque as distribuidoras não estão conseguindo retirar o combustível que já compraram de dentro das usinas.

O protesto dos caminhoneiros continua em 50 trechos de rodovias goianas, 19 em rodovias estaduais e 31 em rodovias federais. O balanço foi divulgado pelas polícias rodoviárias Estadual e Federal às 9h desta quarta-feira (30).

Fonte: Murillo Velasco, G1 GO – 

porSINDECOFGO

Presidente do Sindecof-Go prestigia posse do novo superintendente do MTE em Goiás

O presidente do Sindecof/Go, Sr. Sandro da Silva Marques, prestigiou na manhã de segunta-feira (28/5), a posse do novo superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Goiás, Eduardo Amorim. A solenidade foi realizada no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás, no Setor Sul em Goiânia. O novo superintendente, que sucedeu Degmar Pereira, ressaltou em seu discurso que a gestão anterior foi excelente e que será uma oportunidade para aprimorar os serviços prestados à sociedade. Eduardo Amorim salientou que a gestão anterior diminuiu o prazo de entrega das carteiras de trabalho, os esforços da Superintendência serão no sentido de emitir a CTPS no mesmo dia da requisição feita pelo trabalhador.

 

porSINDECOFGO

SINDECOF-GO EM AÇÃO

Apesar das dificuldades imposta a classe trabalhadora e aos sindicatos, continuamos na luta em defesa dos Servidores em conselhos. Acabamos de finalizar três ACTs e estamos em fase final de mais três.

        

porSINDECOFGO

Em dois anos de governo, Temer teve encontros oficiais com mais da metade do Congresso

G1 analisou mais de 3.500 registros na agenda da Presidência da República para montar a ‘rede’ do presidente; saiba quem mais esteve no Planalto nos últimos dois anos.

Temer teve compromissos com 52% dos 513 deputados e com 70% dos 81 senadores. Nesses dois anos, os nomes mais frequentes na agenda do Palácio do Planalto foram: Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil; Moreira Franco, ministro de Minas e Energia; e Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda.

A análise realizada pelo G1 identificou ainda que o presidente não esteve, desde que assumiu a Presidência, em apenas seis estados do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Os governadores de quatro deles (Acre, Amapá, Amazonas e Piauí) são do PT e do PDT, que não participam de sua base. Já os governadores de Rio Grande do Norte e Sergipe são do PSD.

Apesar de não ter viajado aos seis estados, Temer teve compromissos oficiais com parte deles em Brasília. Os governadores mais assíduos do Palácio do Planalto foram os do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão(MDB), e do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD).

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República diz que o presidente se reúne rotineiramente com os representantes de todas as unidades da federação. “O presidente tem a disposição, até o fim do seu governo, de comparecer a todos os estados do país, porque a retomada da economia e as obras do governo federal beneficiam todos os brasileiros, de todos os estados”, afirma a nota.

Nos dois anos de governo, o estado mais visitado foi São Paulo, onde Temer também tem uma casa, em Alto de Pinheiros, na Zona Oeste. A agenda do presidente mostra compromissos oficiais em 14 municípios do estado: Americana, Barretos, Campinas, Caraguatatuba, Itu, Jaguariúna, Limeira, Mogi das Cruzes, Praia Grande, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São Paulo e Sorocaba.

Desde 12 de maio de 2016, quando assumiu a Presidência, ele visitou 13 países. Em 2016, por exemplo, o presidente esteve na China, nos Estados Unidos, na Argentina, no Paraguai, na Índia e no Japão. Na América do Sul, desde o começo do governo, as viagens foram para Argentina (Mendoza e Buenos Aires), Chile (Viña del Mar), Peru (Lima) e Paraguai (Assunção).

Contrastes

Os deputados que estiveram com Michel Temer são filiados principalmente a MDB, PSDB, PP, DEM e PR – partidos que compõem a base do governo. Os mais assíduos da Câmara dos Deputados foram o presidente da Casa, Rodrigo Maia; o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro(PP-PB); e o ex-ministro e deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). Cada um teve mais de 80 encontros com Michel Temer nos dois anos de governo.

Deputados, por partido, que Temer mais recebeu (Foto: Betta Jaworski/G1)Deputados, por partido, que Temer mais recebeu (Foto: Betta Jaworski/G1)

Deputados, por partido, que Temer mais recebeu (Foto: Betta Jaworski/G1)

Para o cientista político Cláudio Couto, a agenda intensa com políticos do Congresso se deve a proposições que o governo definiu como prioritárias. Entre elas, a PEC do Teto dos Gastos (promulgada em dezembro de 2016), a Reforma Trabalhista (sancionada em julho de 2017) e a Reforma da Previdência (ainda em tramitação).

Couto diz, porém, que, em ano eleitoral, muitos dos candidatos podem evitar Temer, já que a proximidade com ele pode ser prejudicial. “Há um contraste crucial. Michel Temer é um presidente tão bem resolvido com o Congresso e tão mal resolvido com a população, a ponto de ele ser tão impopular que ninguém leva a sério uma candidatura Temer”, afirma o coordenador do mestrado de gestão e políticas públicas da FGV-SP.

Pelo menos 57 dos 81 senadores estiveram com Temer – o que equivale a 70% do Senado Federal. O recordista de agendas com o presidente foi Romero Jucá (MDB-RR), líder do governo no Senado. O senador de Roraima também teve papel ativo nos governos de Dilma Rousseff e Lula. Em ambos os governos, Jucá também atuou como interlocutor do Planalto com o Congresso, na função de líder do governo no Senado. No governo Lula, ainda foi ministro da Previdência Social.

Depois de Jucá, os senadores Eunício Oliveira (MDB-CE), Aécio Neves(PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP) e Ciro Nogueira (PP-PI) foram os que mais tiveram compromissos oficiais com Michel Temer. Nos dois anos de governo, Jucá esteve pelo menos 78 vezes com Temer; Eunício Oliveira, 34 vezes; Aécio Neves, 23 vezes; José Serra, 19; e Ciro Nogueira, 16.

Senadores, por partido, que Temer mais recebeu (Foto: Betta Jaworski/G1)Senadores, por partido, que Temer mais recebeu (Foto: Betta Jaworski/G1)

Senadores, por partido, que Temer mais recebeu (Foto: Betta Jaworski/G1)

Por período

Por enquanto, o mês com o maior número de agendas foi julho de 2017. Foram 284 compromissos oficiais. O presidente da República esteve em Hamburgo, na Alemanha, para a reunião dos chefes de Estado do G20, e viajou para Mendoza, na Argentina, onde se encontrou com representantes do Mercosul. Também foi ao Rio de Janeiro e se reuniu em Brasília com deputados, senadores e ministros.

Isso não significa necessariamente, no entanto, que o presidente tenha se reunindo com mais pessoas naquele momento. Um registro na agenda do Palácio do Planalto pode informar tanto “despacho interno” quanto “bancada feminina da Câmara dos Deputados”. Na maioria dos registros, porém, a Presidência da República costuma publicar os nomes de quem foi recebido pelo presidente.

No levantamento do G1, é possível constatar ainda que o presidente da consultoria Arko Advice, Murillo Aragão, por exemplo, esteve pelo menos oito vezes com Michel Temer. Já Denis Rosenfield, filósofo que foi cotado para o Ministério da Defesa, registrou 13 compromissos com o presidente.

Nos dois anos de governo, Temer ainda recebeu no Palácio do Planalto presidentes de variadas empresas, como montadoras de veículos (Volkswagen, Mercedes-Benz, Hyundai, MAN, Fiat, GM Motors etc) e telefonias (TIM e Claro).

O cientista político Cláudio Couto afirma que Temer é um “representante orgânico da classe política tradicional” e tem mais habilidades com o Congresso que sua antecessora, Dilma Rousseff. Couto lembra ainda que Temer já comandou a Câmara dos Deputados e presidiu o MDB por mais de uma década.

“A Dilma [Rousseff], diferentemente, não era uma política profissional. Muito pelo contrário. A Dilma tinha muita dificuldade de negociação, de conversar com os parlamentares. E isso ficou explícito, foi uma das dificuldades que ela enfrentou”, diz Couto, referindo-se ao processo de impeachment.

Temer x Dilma

O desenvolvedor de software Álvaro Justen, do Brasil.io, projeto que disponibiliza dados públicos em formato acessível, extraiu as agendas da ex-presidente Dilma Rousseff do site da Presidência da República. O período analisado engloba os compromissos oficiais de 1º de janeiro de 2011 a 1º de janeiro de 2013 – ou seja, dois anos do primeiro mandato da petista.

Foram 2.455 registros de agendas oficiais em dois anos do governo de Dilma Rousseff – cerca de mil a menos que Michel Temer. A ex-presidente, porém, viajou a mais países em comparação a seu sucessor. Dilma esteve em 23 países durante o período – o que inclui África do Sul, Moçambique e Angola. Temer, por enquanto, não visitou o continente.

Por outro lado, a ex-presidente esteve em menos estados do Brasil que Michel Temer. Nos dois primeiros anos de governo, Dilma Rousseff deixou de ir a Acre, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí e Roraima. Na época, os governadores de Pará e Roraima eram do PSDB; e os de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, do PMDB.

Já os governadores de Amapá, Espírito Santo, Paraíba e Piauí eram do PSB. O Acre já era governado na época por Tião Viana, do PT.

A análise identificou ainda que a agenda da ex-presidente Dilma registrou menos encontros com deputados e senadores que a de Michel Temer. As pessoas mais próximas à ex-presidente foram, em ordem:

  • Guido Mantega, então ministro da Fazenda;
  • Gleisi Hoffmann, então ministra-chefe da Casa Civil;
  • Miriam Belchior, então ministra do Planejamento;
  • Edison Lobão, então ministro de Minas e Energia;
  • Aloizio Mercadante, então ministro de Ciência e Tecnologia e, posteriormente, ministro da Educação.

Transparência

A divulgação da “agenda de reuniões com pessoas físicas e jurídicas” é uma das orientações do Código de Ética dos agentes públicos em exercício na Presidência e na Vice-Presidência da República, em vigor desde 2002. O internauta pode consultar, por dia, na agenda da Palácio do Planalto os nomes dos participantes, o horário e o local do encontro.

Não há informação sobre o assunto tratado em cada compromisso. O site também não permite a consulta por nome nem apresenta um arquivo consolidado com as agendas da semana, do mês ou do ano.

G1 enviou um “requerimento de adoção de providência por parte da administração” em que pede para a Presidência da República passar a oferecer o download dos dados da agenda em seu site, com o objetivo de facilitar análises e consultas de cidadãos. Ainda não houve resposta.

Segundo a Secretaria de Comunicação, o site com as agendas da Presidência da República é atualizado diariamente em três momentos: às 13h, às 18h e no fim do expediente. Uma prévia da agenda é enviada aos jornalistas por e-mail, na véspera.

“Para dar máxima transparência, toda vez que há alteração, seja inclusão ou exclusão na agenda presidencial – o que ocorre com frequência, várias vezes ao dia –, a Secretaria de Imprensa adotou a boa prática de informar os novos nomes aos jornalistas lotados no Comitê de Imprensa, antes mesmo de as atualizações serem publicadas [no site]”, diz a nota.

Em 7 de março de 2017, porém, Michel Temer se encontrou com o empresário Joesley Batista numa reunião secreta, já que a agenda não constava do site da Presidência da República. A conversa foi gravada pelo empresário da JBS, que fez delação premiada na época. No áudio, Temer dizia “Tem que manter isso, viu?”, depois que Joesley disse “Tô de bem com Eduardo”, referindo-se ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso desde 19 de outubro de 2016.

O conteúdo da delação dos executivos da JBS ajudou a embasar a primeira denúncia, por corrupção passiva, contra Michel Temer.

Fonte: Por Gabriela Caesar, G1  

porSINDECOFGO

Temer reunificou o país, só que contra sua figura

O governo de Michel Temer faz aniversário de dois anos neste sábado. Sua Presidência começou a ser esboçada antes do impeachment. Vices são como ciprestes: crescem à beira dos túmulos. Temer desabrochou em agosto de 2015. Dilma Rousseff ainda estava viva. Mas era uma viva tão pouco militante que seu vice atirou-lhe na face uma pá de cal. Fez isso ao declarar que ”a grande missão, a partir deste momento, é a da pacificação do país, da reunificação do país”.

Dali a nove meses, em 12 de maio de 2016, Temer estava sentado no trono. Hoje, pode vangloriar-se de ter cumprido 50% de suas metas. Não conseguiu pacificar o país. Mas reunificou os brasileiros, só que contra sua própria figura. De acordo com o Datafolha, sete em cada dez patrícios desaprovam Temer. É o presidente mais impopular do Brasil redemocratizado.

Na política, Temer virou um personagem radioativo. Presidenciável que chegar perto dele corre o risco de derreter. Na economia, é um teflon às avessas. Nada do que é bom gruda na sua imagem.

Engolfado por uma onda de impopularidade, Temer virou um gestor de crises à procura de uma marca. Autoproclamou-se “presidente das reformas”. Entretanto, perdeu-se num paradoxo: manteve a cabeça nas reformas, mas fincou os pés na lama. O reformismo de Temer não chegou à ética.

O governo aprovou o teto de gastos e a reforma trabalhista. Mas o rombo da Previdência e a cratera fiscal remanescem como almas penadas que assombrarão o próximo presidente. Desde que sua voz soou na conversa vadia captada pelo grampo do Jaburu, Temer teve de priorizar duas novas metas: não cair e passar a impressão de que ainda preside.

A gestão Temer começou da pior forma, com um ministério chinfrim, loteado e convencional. Tomou o caminho do brejo com a delação da JBS e a mala com R$ 500 mil que Joesley Batista mandou entregar a Rodrigo Rocha Loures. O mandato-tampão terminará de forma

melancólica. Sairão do freezer duas denúncias criminais, quiçá três. O presidente descerá a rampa do Planalto rumo à rua da amargura —rezando para não receber a visita da Polícia Federal na manhã seguinte.

 

Fonte: Uol Notícias Política/Josias de Souza – 12/05/2018 05:30